A busca por investimento para startups é um desafio que muitos founders enfrentam. Uma das abordagens mais conhecidas para isso é o fundraising, que reúne estratégias, processos e ferramentas voltados à atração de investidores.
O caminho até o aporte não é simples: exige, entre outras coisas, boa gestão financeira e planejamento. Assim, a startup precisa demonstrar que o investimento pode gerar retorno para quem aporta recursos.
Nas próximas seções, apresentamos cinco dicas para founders que estão em busca de investimento e querem acelerar esse processo.
5 Dicas para Buscar Investimento na Sua Startup
1. Entenda as etapas das rodadas de investimento
Startups costumam passar por várias rodadas até alcançarem lucratividade, por isso é comum categorizar os aportes em estágios.
Quando a quantia obtida em uma rodada permite atingir um marco importante, as chances de novos aportes tendem a aumentar. As etapas do fundraising vão do pré-seed às séries mais avançadas.
- Pré-seed: voltado para startups em estágio inicial, que captam recursos para validar o modelo de negócio. A aposta baseia-se mais nos argumentos dos founders do que em dados consolidados.
- Seed: etapa para projetos já validados que buscam expansão; os recursos costumam financiar equipe, marketing e área de vendas. É preciso apresentar projeções sobre o potencial futuro da empresa.
- Série A: destinada a negócios que já alcançaram um mercado e querem crescer para novos públicos ou ofertas; investidores observam dados concretos e o uso anterior dos aportes.
- Série B: foca empresas em ritmo acelerado de crescimento, em que os processos internos precisam acompanhar a expansão.
- Série C, D, E e seguintes: a partir da série C os aportes visam acelerar empresas em forte crescimento, com possibilidades de expansão internacional, fusões e aquisições.
2. Prepare um plano de apresentação da startup
Além de conhecer as rodadas, é fundamental preparar documentos que expliquem o negócio: pitch deck e projeção financeira são itens recomendados para iniciar conversas com investidores.
Neles, responda perguntas-chave: qual o objetivo da captação, qual a quantia buscada e como os recursos serão utilizados. Esses elementos ajudam a tornar as conversas mais objetivas.
3. Cultive relacionamento com investidores
Manter contato com investidores mesmo fora de ciclos de captação é uma prática valiosa. Procure conhecer potenciais investidores, trocar mensagens e participar de eventos.
Convites informais, cafés e pedidos de feedback podem abrir portas e facilitar futuras rodadas.
4. Solicite indicações
Abordagens frias funcionam, mas investidores recebem muitas solicitações. Um atalho eficiente é pedir indicações a contatos comuns — por exemplo, founders que já fazem parte do portfólio do investidor podem facilitar uma apresentação.
5. Pesquise os investidores
Pesquise investidores que atuem no mesmo estágio ou segmento da sua startup; recursos como Fundadores e DealBook podem ajudar nessa busca. No Brasil, o levantamento de investimentos pode levar meses e até mais de um ano, por isso planeje-se com antecedência.
Startups também podem contar com parceiros como a Kamino, que oferecem serviços para founders, como acesso a fundos, cartão corporativo, remessa internacional e abertura de holdings no exterior.
Este conteúdo foi originalmente produzido pela equipe da Kamino, um hub financeiro e corporativo que acelera o time de market das startups.